
por Debora Diniz
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Em 2014, a antropóloga e defensora dos direitos reprodutivos Debora Diniz instalou-se no Núcleo de Saúde da Penitenciária Feminina do Distrito Federal. Durante seis meses, de um simples banquinho, ela observou e registrou os relatos das mulheres que chegavam à prisão, ouvindo suas histórias contadas às profissionais de saúde. O resultado é um mosaico de vidas comuns, instantâneos de mulheres esquecidas atrás dos muros, onde humor e ternura convivem com sofrimento profundo.
Este livro, agora em edição revista e ampliada, apresenta crônicas que transcendem o tempo – como a própria autora observa, na cadeia a vida muda devagar, e as realidades de uma década atrás ainda ecoam no presente. Através de uma escrita que mescla rigor científico com sensibilidade literária, Debora Diniz captura a reinvenção diária necessária para sobreviver no sistema prisional, oferecendo um retrato humano e urgente sobre justiça, gênero e resistência.
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