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Uma análise histórica e feminista essencial que continua a ressoar com urgência e relevância.
“Bruxas, Parteiras e Enfermeiras” é uma obra seminal da segunda onda do feminismo, que mergulha nas raízes históricas e sociais da exclusão feminina do campo da medicina. Publicado originalmente em 1973, este texto provocador de Barbara Ehrenreich e Deirdre English expõe como o poder e o conhecimento sobre a saúde foram sistematicamente retirados das mãos das mulheres, transformando-as de curandeiras e parteiras respeitadas em figuras marginalizadas ou subalternas dentro de um sistema médico dominado por homens.
As autoras traçam um panorama contundente, desde a perseguição às "bruxas" na Idade Média – muitas vezes mulheres com profundo conhecimento de ervas e práticas de cura – até a ascensão da profissão médica nos Estados Unidos, que relegou enfermeiras e parteiras a papéis secundários. O livro revela as injustiças e abusos sofridos pelas mulheres, tanto como profissionais da saúde quanto como pacientes, que eram submetidas a tratamentos insensíveis e arriscados, como histerectomias desnecessárias e partos supermedicalizados, e frequentemente desconsideradas por médicos homens.
Mais do que um registro histórico, "Bruxas, Parteiras e Enfermeiras" é um manifesto que ressoa até hoje, convidando à reflexão sobre as estruturas de poder na saúde e a importância da autonomia feminina sobre seus próprios corpos e conhecimentos. É uma leitura essencial para quem busca compreender as origens da desigualdade de gênero na medicina e o impacto duradouro do patriarcado na saúde das mulheres.
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