
Uma colagem pop fascinante que subverte o melodrama e expõe as complexidades da alma humana. – Clarín
Em "Boquinhas Pintadas", Manuel Puig nos transporta para a pequena e provinciana Coronel Vallejos, na Argentina dos anos 1930 e 40, onde a morte do sedutor Juan Carlos desencadeia uma cascata de revelações e paixões ocultas. Através de uma inovadora estrutura narrativa, que mescla cartas, diários, recortes de jornais e letras de tango, Puig desvenda a vida de um grupo de mulheres e homens que, marcados pela ausência do galã, confrontam seus desejos, frustrações e a hipocrisia de uma sociedade conservadora.
O romance é uma colagem pop vibrante que explora o melodrama e a cultura popular, ao mesmo tempo em que tece uma crítica social afiada. As vidas de Nené, a viúva apaixonada, e de outras figuras femininas como a sensual Mabel e a recatada Raba, se entrelaçam em um mosaico de amores proibidos, segredos e a busca por um sentido em meio à monotonia e aos preconceitos.
Puig subverte as convenções do folhetim para criar uma obra que é ao mesmo tempo acessível e profundamente complexa, mergulhando na psicologia de seus personagens e expondo as tensões entre a fantasia romântica e a dura realidade. Uma leitura envolvente que questiona os papéis de gênero e as expectativas sociais, revelando a fragilidade e a força do coração humano.
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