
Uma obra corajosa e atemporal que desvenda as paixões proibidas e as hipocrisias de uma sociedade em transformação. – Folha de S.Paulo
“Bom Crioulo”, obra-prima de Adolfo Caminha, mergulha nas profundezas da paixão e da tragédia, ambientada no efervescente porto do Rio de Janeiro do final do século XIX. A narrativa audaciosa explora a complexa e proibida relação entre Amaro, um marinheiro negro de força descomunal, e Aleixo, um jovem grumete branco por quem Amaro nutre um amor avassalador.
A chegada de Carolina, uma mulher que se insere nesse triângulo amoroso, desencadeia uma espiral de ciúmes, desejo e violência. Caminha, com seu estilo naturalista, não hesita em expor as camadas mais sombrias da alma humana e as hipocrisias sociais de sua época, abordando temas como homossexualidade, racismo e a brutalidade da vida marginalizada.
Baseado em fatos reais, este romance chocou a sociedade brasileira de 1895 por sua franqueza e ousadia. Mais de um século depois, “Bom Crioulo” permanece uma leitura potente e provocadora, um retrato visceral das paixões humanas e das tensões sociais que ecoam até hoje, desafiando convenções e convidando à reflexão sobre os limites do amor e da moralidade.
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