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Uma meditação lírica e pungente sobre o amor, a memória e a inevitável melancolia da vida. - The Japan Times
Em "Beleza e Tristeza", Yasunari Kawabata, mestre da literatura japonesa e Nobel de 1968, tece uma narrativa de complexidade e sutileza inigualáveis. Oki Toshio, um escritor de meia-idade, embarca em uma viagem nostálgica a Quioto, impulsionado pelo desejo de ouvir os sinos do Ano Novo e, mais profundamente, de reencontrar Otoko, sua antiga amante de vinte e quatro anos atrás. Agora uma pintora de renome, Otoko vive em um monastério com sua jovem e enigmática pupila, Keiko.
O reencontro de Oki e Otoko reacende paixões e memórias há muito adormecidas, mas também desvela uma teia de emoções complexas, arrependimentos e uma beleza tingida de melancolia. A presença de Keiko, com sua devoção intensa a Otoko, adiciona uma camada de tensão e drama psicológico, transformando o que poderia ser uma simples revisitação do passado em um intrincado estudo sobre amor, perda e a natureza efêmera da felicidade.
Kawabata explora com maestria as profundezas da psique humana, a beleza da arte e a inevitável tristeza que acompanha a passagem do tempo. Através de uma prosa lírica e evocativa, o autor convida o leitor a uma jornada introspectiva sobre os laços que nos unem e as cicatrizes que o tempo deixa, revelando a delicada intersecção entre o desejo e a resignação.
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