
Uma obra monumental que recriou o gênero memorialístico no Brasil. - Crítica Literária
“Baú de Ossos” é o primeiro volume das aclamadas memórias de Pedro Nava, um dos maiores nomes da literatura brasileira. Iniciada em 1968, quando o médico reumatologista mineiro contava 65 anos, esta obra monumental transcende o relato pessoal para se tornar um profundo autorretrato e uma interpretação visceral do Brasil. Nava mergulha em suas lembranças, reais e imaginadas, explorando sua infância, família e o cenário social e cultural de seu tempo com um estilo narrativo exuberante, marcado pelo excesso e uma percepção sensorial aguçada, frequentemente comparada ao barroco.
Mais do que uma simples autobiografia, "Baú de Ossos" é uma catarse, um processo terapêutico onde o autor se liberta dos terrores do passado ao transcrevê-los para o papel. Através de suas páginas, o leitor é convidado a testemunhar a formação de um indivíduo e de uma nação, em uma prosa que recriou o gênero memorialístico no país. Uma jornada íntima e coletiva, que revela as complexidades da memória, da identidade e da sociedade brasileira.
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