
por Mário Quintana
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Uma joia da poesia brasileira, onde o cotidiano se transmuta em um universo de reflexão e encantamento. - Folha de S.Paulo
“Baú de Espantos” (1986) é a obra que conclui um marcante ciclo poético de Mário Quintana, iniciado com “Apontamentos de História Sobrenatural” e “Esconderijos do Tempo”. Neste volume, o mestre da palavra aprofunda sua exploração do onírico e do cotidiano, transformando o ordinário em extraordinário através de sua lente singular. Quintana nos convida a um mergulho introspectivo, onde a realidade se entrelaça com a imaginação, e o que é visto se confunde com o que é sonhado.
A poesia de Quintana, rica em lirismo e densidade dramática, aborda temas universais como a passagem do tempo, a memória da infância, a presença da morte e a busca por significado. Ele resgata objetos perdidos e reencontrados, evoca a atmosfera de velhas casas e confere ao quotidiano uma expressão quase fantasmagórica, revelando a beleza e a melancolia inerentes à existência.
Com uma linguagem que flui entre o simples e o profundo, “Baú de Espantos” é um convite à contemplação. O poeta, que “acredita não só no que vê, mas no que imagina”, nos oferece um refúgio onde a sensibilidade e a reflexão se encontram, desafiando-nos a enxergar o mundo com novos olhos e a valorizar os pequenos “espantos” que a vida nos reserva. Uma leitura essencial para os amantes da poesia brasileira.
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