
Uma imersão profunda e perturbadora na psique humana, onde a violência externa ecoa em um labirinto interior. – Jornal O Globo
Em "Batida só", Giovana Madalosso nos imerge na psique de uma mulher que, ao retornar para casa após um plantão de jornal, é brutalmente confrontada com a violência urbana. O que começa como um passeio noturno embalado por músicas melancólicas rapidamente se transforma em um pesadelo, deixando-a à mercê de agressores e, posteriormente, da indiferença. A narrativa se aprofunda na experiência pós-traumática, onde a protagonista revisita o evento através das lentes frias de uma câmera de segurança, buscando entender não apenas o que aconteceu, mas como seu corpo e sua mente reagiram a essa invasão.
A autora explora com maestria a fragilidade da existência e a complexidade da identidade em face do trauma. A protagonista se vê em uma jornada introspectiva, questionando a relação com seu próprio corpo e a memória do ocorrido, que se torna um tempo "longo e também eterno". A solidão e a vulnerabilidade são temas centrais, evidenciados pela cena em que seu corpo permanece inerte na rua, ignorado, e pela reflexão sobre a estranheza do próprio ser.
Este romance psicológico é um mergulho profundo nas cicatrizes invisíveis deixadas pela violência, na busca por significado em meio ao caos e na resiliência do espírito humano. Madalosso tece uma trama envolvente que desafia o leitor a confrontar as próprias percepções sobre segurança, memória e a essência do que nos torna humanos.
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