
Uma viagem poética e sensível ao universo da infância e do exílio, narrada com a maestria de Chico Buarque. - O Globo
Em "Bambino a Roma", Chico Buarque nos transporta para a Itália pós-guerra através dos olhos de um menino brasileiro. A narrativa começa com a partida de São Paulo, uma viagem transatlântica marcada por um enjoo incessante que se torna metáfora para a desorientação inicial. Ao chegar a Roma, o protagonista se depara com um apartamento antiquado e um frio que contrasta com a efervescência de sua terra natal, mergulhando em um universo de estranhamento cultural.
Com uma prosa delicada e envolvente, o autor explora as primeiras impressões de um mundo novo, a complexidade das relações familiares e a forma como a criança percebe as nuances dos adultos. O leitor é convidado a sentir a confusão e a ansiedade do menino, que tenta decifrar os motivos da mudança e se adaptar a um ambiente onde tudo parece "estranho", desde a língua até os objetos e as pessoas. É um relato poético sobre a infância, a memória e a formação da identidade em meio ao deslocamento, capturando a essência da experiência de ser um estrangeiro em tenra idade.
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