
Uma voz poética que transforma o cotidiano em epifania, revelando a fé e a sensualidade da existência. - Revista Bula
Bagagem marca a estreia literária de Adélia Prado em 1976, aos 40 anos, um evento que redefiniu a poesia brasileira e contou com o endosso entusiasmado de Carlos Drummond de Andrade. A obra é um mergulho profundo na alma feminina e na vida cotidiana, transformando o ordinário em extraordinário através de uma linguagem que mescla lirismo e ironia, tristeza e alegria.
Os poemas de Bagagem revelam uma religiosidade visceral e autêntica, que se manifesta tanto na leitura de textos sagrados quanto na contemplação da natureza e no olhar amoroso sobre o próximo. Dividido em seções como "O modo poético" e "A sarça ardente", o livro explora um mapa existencial que abrange a poesia, o amor e a memória, culminando na enigmática "Alfândega", que sugere passagens e transformações.
Adélia Prado, com sua voz singular, celebra a sensualidade inerente à fé e a riqueza do trivial. Sua poesia não busca o grandiloquente, mas eleva o dia a dia a um patamar de profunda reflexão e descoberta, convidando o leitor a encontrar o sublime nas pequenas coisas e a reconhecer a complexidade e a beleza da experiência humana.
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