
“Uma sátira social e moral atemporal, que ressoa com a genialidade e a profundidade do teatro vicentino.” – Crítica Literária Portuguesa
“Auto de Mofina Mendes” é uma das joias do teatro vicentino, uma obra-prima do dramaturgo português Gil Vicente, encenada pela primeira vez em 1534 para o Rei Dom João III. Este "auto" natalino transcende a simples celebração religiosa, mergulhando em uma profunda reflexão sobre a condição humana e a futilidade das preocupações mundanas.
A peça se inicia com um frade que, em um sermão eloquente e repleto de referências clássicas e teológicas, adverte sobre a tolice e a vaidade humanas. Ele critica a presunção, a avareza e a incapacidade do homem de compreender os desígnios divinos, utilizando uma linguagem rica e erudita que desafia e ilumina o público.
Através de personagens alegóricos e situações que espelham a sociedade da época, Gil Vicente tece uma sátira mordaz. A figura de Mofina Mendes, cujo nome evoca infortúnio, serve como um espelho para as fraquezas e ilusões que permeiam a existência. A obra é um convite à introspecção, questionando a busca incessante por bens materiais e o esquecimento dos valores espirituais.
Com sua mistura única de humor, crítica social e ensinamentos morais, "Auto de Mofina Mendes" permanece relevante, oferecendo uma visão atemporal sobre a fé, a moralidade e a complexidade da alma humana, tudo isso embalado na genialidade poética e dramática de Gil Vicente.
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