
Em um relato íntimo e fragmentado, uma mãe escreve para seu filho sobre a experiência do deslocamento forçado. Entre lembranças da terra natal deixada para trás e a realidade concreta do exílio, a narrativa constrói um mosaico de perdas, silêncios e tentativas de reconstrução em um território estrangeiro. A autora explora com sensibilidade as marcas da migração no corpo, na língua e no pertencimento, enquanto reflete sobre a transmissão da memória às novas gerações. Com uma escrita contida e potente, Arianna de Sousa-García transforma a dor do desenraizamento em um gesto literário de resistência e cuidado, oferecendo um retrato profundo da fragilidade e da força que coexistem na jornada de começar de novo.
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