
Uma meditação comovente sobre o envelhecimento, a memória e os laços familiares que nos moldam. - La Repubblica
Em "Assombrações", Domenico Starnone nos apresenta um protagonista septuagenário, recém-viúvo e convalescente, cuja rotina solitária é abruptamente interrompida por um pedido inesperado. Sua filha, Betta, solicita que ele cuide do neto de quatro anos em Nápoles, enquanto ela e o marido participam de um congresso. A perspectiva de deixar a tranquilidade de Milão e enfrentar as demandas da paternidade em uma fase tão delicada de sua vida, além de um trabalho urgente de ilustração, gera um conflito interno profundo.
O narrador, um ilustrador, está imerso na tarefa de dar vida a um conto de Henry James sobre um homem que se depara com o "fantasma" de seu eu passado. Essa obra espelha suas próprias reflexões sobre o envelhecimento, a perda e a identidade, enquanto lida com a fragilidade do corpo e as memórias que o assombram.
Entre a relutância em assumir a responsabilidade e o amor pela família, o protagonista é forçado a confrontar não apenas as exigências do presente, mas também os ecos de um passado que insiste em se manifestar. Uma narrativa pungente sobre a complexidade das relações familiares, o peso da memória e a busca por significado na velhice.
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