
Uma pérola de observação humana, onde o humor e a filosofia se entrelaçam com maestria. - Jornal de Letras
Em "Assim, mas sem ser assim: Considerações de um misantropo", Afonso Cruz nos apresenta um narrador peculiar que, após um conselho paterno, decide se aventurar no complexo mundo da interação humana. Com uma visão de mundo única e um humor sutilmente irônico, ele se depara com a diversidade de personalidades que habitam seu prédio.
Desde a vizinha modelo, tão magra que parece desafiar a gravidade, e seu namorado viajante com um paladar exótico para insetos, até o poeta recluso do 7A, cada encontro é uma janela para as idiossincrasias da existência. O protagonista, um misantropo em potencial, ou talvez apenas um observador aguçado, tenta decifrar os códigos sociais e as motivações por trás das ações alheias, muitas vezes com resultados inesperados e hilários.
A obra é uma meditação sobre a solidão, a busca por conexão e a inevitável estranheza que permeia as relações humanas. Afonso Cruz, com sua prosa inventiva e filosófica, convida o leitor a refletir sobre o que significa "comunicar" e sobre as múltiplas formas de ser e não ser, de estar e não estar, neste mundo. Uma jornada introspectiva que celebra a singularidade de cada indivíduo, mesmo daqueles que preferem a própria companhia.
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