
Uma obra-prima da sátira, tão relevante hoje quanto em sua publicação original. - The Guardian
Em "As Viagens de Gulliver", Jonathan Swift nos transporta para um mundo de imaginação e crítica social através das incríveis jornadas do cirurgião naval Lemuel Gulliver. Após um naufrágio, Gulliver se vê em terras distantes e fantásticas, habitadas por seres peculiares que espelham, de forma distorcida e hilária, as idiossincrasias da sociedade humana.
Sua primeira parada é Lilipute, um reino de minúsculos habitantes onde as disputas políticas e religiosas são tão mesquinhas quanto a altura de seus cidadãos, e a guerra é travada por motivos tão banais quanto a forma de quebrar um ovo. Em seguida, ele encontra os gigantes de Brobdingnag, onde a perspectiva se inverte, e Gulliver se torna o diminuto, observando a grosseria e a vaidade humanas em escala monumental.
Mas as aventuras não param por aí. Gulliver visita a ilha voadora de Laputa, habitada por filósofos e cientistas absortos em teorias inúteis, e a terra dos Houyhnhnms, cavalos racionais que governam sobre os Yahoos, criaturas selvagens que representam o lado mais bruto da humanidade. Cada viagem é uma oportunidade para Swift tecer uma sátira mordaz sobre a política, a ciência, a moralidade e a natureza humana, revelando a hipocrisia e a futilidade de sua própria época e, por extensão, da nossa. Uma obra-prima atemporal que desafia o leitor a refletir sobre o seu próprio mundo.
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