
Um testemunho brutal e necessário sobre a desumanização institucional. - Clarín
“As Tumbas”, de Enrique Medina, é um romance autobiográfico visceral que mergulha nas profundezas da vida em um reformatório argentino nos anos 60. A obra narra a década que o autor passou internado, dos 6 aos 16 anos, revelando um universo brutal onde a sobrevivência exige a obediência às hierarquias internas e a adaptação a um sistema de poder mantido pela tortura e castigo físico.
Medina, que inicialmente é uma vítima, aprende as regras não escritas desse "claustro" e ascende, tornando-se um dos chefes e exercendo a arbitrariedade que antes o oprimia. O livro expõe o reformatório não como um lugar de correção, mas como uma réplica distorcida da ordem social, onde a escravidão e a desumanização persistem, apenas mudando de forma e de vítimas.
Lançado em 1972 e apreendido em 1974 na Argentina, “As Tumbas” é um testemunho pungente sobre a perda da inocência, a busca por identidade em um ambiente desolador e a complexidade da moralidade em condições extremas. Uma leitura impactante que questiona as estruturas de poder e a resiliência do espírito humano.
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