
Uma obra de crueza visceral e sintaxe radical, que desafia a compaixão e a normalidade. - Página/12 (Prêmio Nueva Novela 2007)
Adentre o universo singular e perturbador de "As Primas", uma obra-prima da literatura argentina que nos apresenta Yuna, uma narradora com deficiência cognitiva cuja percepção do mundo é tão brutalmente honesta quanto desprovida de sentimentalismo. Com uma voz inconfundível, Yuna nos guia pela vida de sua família disfuncional, onde a normalidade é um conceito distante e a compaixão, uma raridade.
No cerne desta trama visceral está Betina, sua irmã, que enfrenta uma deficiência física e mental profunda, exigindo cuidados especiais em um "cotolengo", termo que Yuna emprega com uma crueza chocante. A narrativa de Aurora Venturini é um soco no estômago, expondo as desgraças e as complexidades das relações familiares sem filtros, revelando a dura realidade de uma existência marginalizada e a luta por dignidade em meio ao preconceito social.
Com uma sintaxe radical e uma perspectiva única, "As Primas" desafia o leitor a confrontar suas próprias percepções sobre a condição humana, a fragilidade da mente e a força dos laços familiares, mesmo os mais tortuosos. Uma experiência literária intensa e inesquecível que ressoa muito depois da última página, consolidando-se como um marco na literatura contemporânea.
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