
Uma obra-prima que desafia convenções, mergulhando nas profundezas da alma humana. - Página/12
Na Argentina dos anos 1940, em La Plata, somos introduzidos ao universo singular de Yuna e Petra, primas que compartilham o fardo de uma família disfuncional, marcada pela pobreza, deficiência e uma predisposição à desgraça. Através da voz de Yuna, o leitor é imerso em um cenário tortuoso, onde mulheres são abandonadas à própria sorte, confrontando a miséria, o delírio e a opressão social.
Para escapar do ciclo de ameaças, violações e homicídios que permeiam sua realidade, Yuna encontra refúgio e expressão em sua arte. Cada ato de violência se transforma em um impulso para uma nova tela, revelando a pintura como um meio de transcender o estropiamento familiar. Com um olhar selvático – por vezes cândido e perspicaz, por vezes violento e ensimesmado –, Yuna protagoniza uma narrativa que desafia as convenções literárias, explorando as profundezas da condição humana em meio ao caos.
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