
Uma meditação hipnótica sobre paisagem, memória e a busca por significado. Murnane tece uma tapeçaria literária que ressoa muito depois da última página. - The Australian Book Review
Em "As Planícies", Gerald Murnane nos transporta para um universo vasto e enigmático, onde a paisagem australiana se torna um espelho da alma humana. A narrativa acompanha um jovem cineasta que, impulsionado por uma busca por significado, viaja para o interior remoto de um país imaginário. Seu objetivo é documentar a essência das planícies e seus habitantes, na esperança de desvendar um sentido complexo por trás das aparências.
Contratado por uma família abastada, o protagonista se instala em uma propriedade isolada, onde o tempo parece diluir-se e a fronteira entre realidade, memória e imaginação se torna cada vez mais tênue. Ele se vê imerso em conversas enigmáticas com os proprietários, que guardam segredos ancestrais sobre a terra, enquanto a vastidão desolada do cenário espelha a imensidão de seus próprios questionamentos existenciais.
Murnane constrói uma atmosfera hipnótica, desafiando as convenções narrativas e convidando o leitor a uma profunda introspecção. Este romance singular é uma meditação poética sobre a relação entre o homem e a paisagem, a arte e a realidade, e a incessante busca por identidade e significado em um mundo que resiste à interpretação fácil. Uma experiência literária inesquecível que ressoa muito depois da última página.
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