
"Este é um livro bíblico, porque interroga a origem da culpa." - Marilena Chaui
“As Mulheres de Tijucopapo” é um romance seminal de Marilene Felinto, escrito quando a autora tinha apenas 22 anos e aclamado com o Prêmio Jabuti de Autor Revelação em 1983. Traduzido para diversas línguas, esta obra-prima da literatura brasileira mergulha nas profundezas da psique humana, explorando a complexa relação entre culpa, memória e a busca pela identidade.
A narrativa, descrita por Marilena Chaui como "bíblica" por interrogar a origem da culpa, acompanha a jornada de uma personagem que se lança na conquista de si mesma através da palavra. Enfurecida e amedrontada, ela se expressa por meio de uma linguagem visceral, tecendo seu próprio percurso ao puxar os fios da memória. O texto ganha vida no discurso de Rísia, revelando a violência inerente à existência e a dolorosa, mas libertadora, construção do ser.
Felinto constrói uma obra contundente e reveladora, que emerge de um lugar social e cultural avesso aos nichos literários habituais, incendiando a história com uma flama rara. É um convite à introspecção, à reflexão sobre as origens da dor e à força transformadora da expressão individual. Um clássico atemporal que continua a ressoar com a intensidade de sua prosa e a profundidade de seus temas.
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