
Um retrato vívido e perspicaz da sociedade colonial brasileira, com a maestria de Joaquim Manuel de Macedo.
“As Mulheres de Mantilha” transporta o leitor para o efervescente Rio de Janeiro do século XVIII, em um período de profundas transformações e tensões sociais. A trama se desenrola entre os anos de 1763 e 1767, marcados pela definitiva mudança da capital do Brasil e pela chegada do primeiro vice-rei, D. Antônio Álvares da Cunha. Conhecido por seu temperamento violento e despótico, o vice-rei deixou uma "ingrata e turva memória" em sua administração, gerando descontentamento e conflitos com a população, especialmente com os comerciantes portugueses.
Nesse cenário histórico ricamente detalhado, Joaquim Manuel de Macedo tece uma narrativa que explora as nuances da sociedade colonial brasileira. O título sugere um foco nas figuras femininas e em seu papel e desafios dentro das rígidas convenções da época, onde a mantilha, um véu tradicional, pode simbolizar tanto recato quanto mistério e resistência.
A obra mergulha nas intrigas políticas e nos costumes sociais, revelando as paixões, os segredos e as lutas por poder e reconhecimento em uma cidade em plena efervescência. Macedo, com sua maestria em retratar a alma brasileira, oferece um panorama vívido de um período crucial, onde o destino de indivíduos se entrelaça com os grandes eventos da história do país.
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