
Modesto Carone funde suas capacidades de poeta conciso e crítico preciso, inventando uma realidade convincente onde o sonho e a percepção se entrelaçam em uma magia lúcida. - Antonio Cândido
Em "As Marcas do Real", Modesto Carone, um mestre da palavra, apresenta uma coleção de contos que transcendem as fronteiras entre o tangível e o onírico. Nesta obra, o autor, que é ao mesmo tempo poeta conciso e crítico perspicaz, orquestra uma fusão singular de suas habilidades, criando uma realidade ficcional tão convincente quanto etérea.
Os textos são como uma corda esticada, um fio da navalha sobre o abismo do insignificante. O leitor é convidado a uma jornada sem fôlego, onde a percepção é constantemente desafiada: o que é concreto se dissolve na arbitrariedade das palavras, e o abstrato se materializa em uma densa realidade. Carone explora a natureza da existência, da identidade e da própria construção da realidade através da linguagem.
Flutuando entre essas tensões, a obra revela uma "realidade poética" única, onde a palavra, ao visar a si mesma, paradoxalmente recria o mundo. É uma experiência literária profunda, que abole e instaura o universo a cada página, deixando marcas indeléveis na mente do leitor.
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