
Uma obra poderosa e necessária que nos lembra da importância de quebrar o silêncio. - Jornal de Letras
Apneia mergulha nas profundezas da experiência humana, explorando o peso do silêncio e as consequências avassaladoras de segredos não revelados. A narrativa se inicia com Adriana, uma mulher mergulhada na leitura de um poema sobre a morte, que é abruptamente arrancada de sua introspecção por um evento traumático no metrô. Este incidente catalisador a força a confrontar não apenas a realidade externa, mas também os ecos de um passado doloroso.
A obra, dedicada às "crianças à deriva nos tribunais de família e menores", sugere uma exploração sensível e contundente das falhas do sistema e do impacto duradouro da injustiça e do abandono. Tânia Ganho tece uma trama onde a busca por voz e a libertação de traumas se tornam centrais, ecoando a poderosa citação de Audre Lorde sobre o perigo do silêncio.
Com uma prosa envolvente e psicologicamente rica, Apneia convida o leitor a uma jornada de reflexão sobre a coragem de falar, a complexidade das relações humanas e a resiliência do espírito diante das adversidades. É um livro que ressoa com a urgência de dar voz aos que foram silenciados, prometendo uma leitura impactante e profundamente comovente.
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