Uma obra-prima atemporal que ecoa os dilemas morais da humanidade. - The Classical Review
Antígona, uma das mais célebres tragédias gregas de Sófocles, mergulha nas profundezas do conflito entre a lei divina e a lei humana, a lealdade familiar e a autoridade do Estado. Após a sangrenta guerra civil em Tebas, os irmãos de Antígona, Etéocles e Polinices, perecem em um duelo fatal. O novo rei, Creonte, tio de Antígona, decreta que Etéocles seja honrado como herói, enquanto o corpo de Polinices, considerado um traidor, deve permanecer insepulto, exposto à profanação, sob pena de morte para quem ousar desobedecer.
Movida por um inabalável senso de justiça e piedade filial, Antígona desafia a ordem real, determinada a conceder ao irmão os ritos funerários que, para ela, são um direito sagrado e inalienável, ditado pelos deuses. Sua decisão corajosa desencadeia uma série de eventos trágicos que expõem a rigidez do poder tirânico de Creonte e as consequências devastadoras da desobediência civil e da inflexibilidade.
A peça é um estudo atemporal sobre o dilema moral, a força da convicção individual frente à opressão e o preço da honra. Sófocles tece uma narrativa poderosa que questiona os limites da lei, a natureza da tirania e o papel do indivíduo na sociedade, ressoando com dilemas éticos que permanecem relevantes até hoje.
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