
Uma análise profunda e implacável das paixões humanas e das hipocrisias sociais. - Jornal do Brasil
Em "Ângela ou As Areias do Mundo", o leitor é imerso em um tenso drama psicológico que desvenda as complexas relações e os conflitos internos da alta sociedade carioca. Ângela Soares, uma mulher em busca de clareza e dignidade, decide confrontar Sílvio Iberê para esclarecer uma situação absurda que se formou entre eles. No entanto, o encontro, que deveria ser um acerto de contas, é ofuscado pela presença de Sérgio Vilar, um homem já embriagado e desinibido, que expõe as fragilidades e as verdades incômodas.
A narrativa mergulha na mente de Ângela, revelando suas hesitações, seu amor-próprio ferido e a dolorosa constatação de que Sílvio, antes idealista, está sendo arrastado para a mesma espiral de inconsequência de Sérgio. A obra explora as nuances da paixão, da decepção e da busca por redenção em um cenário onde as aparências e os jogos sociais ditam as regras.
Octavio de Faria, com sua maestria em dissecar a alma humana, constrói uma "tragédia burguesa" que questiona as escolhas e as consequências de se viver em um mundo de ilusões e expectativas. A cada página, o leitor é convidado a refletir sobre a fragilidade dos laços humanos e o peso das decisões em um universo onde o visível é apenas um rastro do invisível.
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