
Uma obra-prima da memória e da identidade portuguesa, que ressoa com a força de um passado lendário. - Público
Manuel Alegre nos presenteia com "Alma", uma envolvente jornada literária que mergulha nas memórias de um narrador, revisitando sua infância e a poderosa influência de sua família. A trama se desenrola em torno da figura imponente de sua avó, Beatriz, que, após a morte de seu marido, Geraldo Pais, assume o papel de guardiã da memória revolucionária. Geraldo, um líder da Carbonária e um dos fundadores da República, é retratado como um herói lendário, cujas façanhas são contadas com reverência e admiração.
O livro transporta o leitor para um Portugal de outrora, onde a política e a história se entrelaçam com as vidas pessoais. Através dos olhos do jovem narrador, somos apresentados a comícios da oposição, discussões acaloradas e a um profundo senso de legado familiar. As histórias de Geraldo Pais, desde a reconquista de Santarém até sua força quase sobre-humana, moldam a percepção do neto sobre heroísmo e identidade.
Manuel Alegre tece uma narrativa rica em detalhes e emoção, explorando temas como a memória, a herança política e a construção da identidade individual a partir das raízes familiares e históricas. É uma obra que celebra a força dos laços de sangue e o impacto duradouro dos ideais revolucionários, convidando à reflexão sobre o passado e seu eco no presente.
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