
Uma meditação poética sobre a perda e a redescoberta dos sentidos. - Le Monde
Em "Águas-vivas não têm ouvidos", Adèle Rosenfeld nos convida a uma jornada íntima e comovente através da experiência de uma mulher que enfrenta a perda gradual de sua audição. A narrativa mergulha profundamente na complexidade da comunicação humana e na forma como a percepção sensorial molda nossa existência e nossa relação com o mundo ao redor.
À medida que os sons se desvanecem, a protagonista é forçada a reavaliar sua identidade e a natureza de suas conexões. A autora explora com sensibilidade o isolamento que a surdez pode impor, a busca por significado em um universo que se torna progressivamente silencioso e a redescoberta dos sentidos internos.
Com uma prosa lírica e introspectiva, Rosenfeld transforma a experiência da perda auditiva em uma poderosa metáfora para a condição humana, abordando temas como a vulnerabilidade, a resiliência e a incessante necessidade de ser compreendido. Este romance é um convite à empatia e à reflexão sobre o que realmente significa "ouvir" e ser "ouvido" em um mundo repleto de ruídos e silêncios, revelando a beleza e a dor de navegar pela vida com uma percepção alterada.
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