
por Rubem Fonseca
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Um mergulho visceral na alma do Brasil em crise, onde o crime e a política se entrelaçam em uma trama inesquecível.
Em "Agosto", Rubem Fonseca transporta o leitor para o efervescente e tenso Rio de Janeiro de 1954, um mês que marcaria profundamente a história política brasileira com o suicídio do presidente Getúlio Vargas. Em meio a um cenário de conspirações, crises políticas e uma atmosfera de iminente colapso, um crime brutal abala a alta sociedade carioca: o assassinato do influente empresário Pedro Lomagno.
O comissário Alberto Mattos, um homem íntegro e obstinado, é o encarregado de desvendar o mistério. Contudo, sua investigação o leva a um labirinto de corrupção, paixões proibidas e intrigas que se estendem dos luxuosos salões da elite aos corredores sombrios do poder no Palácio do Catete. Cada pista revela uma camada mais profunda de podridão, forçando Mattos a confrontar não apenas a criminalidade explícita, mas também a decadência moral que permeia as estruturas sociais e políticas do país.
Fonseca constrói um romance policial denso e atmosférico, que é ao mesmo tempo um retrato visceral de uma nação em crise e uma reflexão sobre a justiça, a verdade e os limites da moralidade em tempos turbulentos. Uma obra-prima que entrelaça ficção e história, crime e política, em uma narrativa inesquecível.
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