
Um romance policial que é também um retrato social profundo de Portugal.
Numa madrugada de agosto, um crime brutal abala a tranquilidade do Alentejo rural: o mecânico alemão Helmut Schneider é encontrado morto. Maria Vitória Joaquim Formosinho Rosado, conhecida como Mitó, confessa o assassinato, mas as autoridades insistem na versão de que contrabandistas foram os responsáveis. Este é o ponto de partida para "Adeus, Princesa", onde Clara Pinto Correia tece uma narrativa envolvente que transcende o mistério policial.
A autora mergulha nas profundezas da alma alentejana, explorando as complexas teias de conflitos políticos, econômicos e sociais que moldam a vida dos seus personagens. Através de figuras típicas e um cenário ricamente detalhado, o romance oferece um retrato pungente da juventude e das tensões de uma região em transformação, no rescaldo da Reforma Agrária.
Mais do que um simples caso a ser resolvido, a obra é um espelho da sociedade portuguesa da época, revelando as verdades ocultas e as paixões que se entrelaçam no coração de Portugal. Uma história que questiona a justiça, a verdade e as aparências, convidando o leitor a desvendar não apenas um crime, mas a própria essência de um povo.
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