
Uma imersão histórica dramática e envolvente. - Diário de Notícias
“A Voz da Terra” transporta o leitor para a Lisboa do século XVIII, em um período de profunda transformação. A narrativa épica de Miguel Real desdobra-se entre a Lisboa supersticiosa e imperial dos Descobrimentos, governada pela “Voz do Céu”, e a cidade que emerge das cinzas do devastador Terramoto de 1755, sob a visão racional e geométrica do Marquês de Pombal.
No epicentro desta revolução urbana e social, acompanhamos Júlio Telles Fernandes, um rico viúvo brasileiro com missões secretas: interceder junto a Pombal pela independência de Pernambuco e entregar um anel ancestral à judia Violante Dias. Contudo, seus planos são abalados pelo cataclismo que devasta a cidade, e Violante desaparece misteriosamente entre os escombros.
O romance pinta um retrato vívido da sociedade lisboeta da época, com seus escravos, fidalgos, artífices e intelectuais iluminados, todos impactados pela “Voz da Terra” – o Terramoto. É uma saga inesquecível sobre resiliência, poder, política e a eterna luta entre o antigo e o novo, onde o destino de personagens marcantes se entrelaça com a reconstrução de uma nação.
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