
por Ailton Krenak
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Uma voz essencial que nos força a confrontar a crise civilizatória e a repensar nosso lugar no mundo. - O Estado de S. Paulo
Em "A vida não é útil", Ailton Krenak, um dos maiores pensadores indígenas contemporâneos, nos convida a uma profunda e urgente reflexão sobre o papel da humanidade no planeta. Com sua prosa poética e contundente, Krenak questiona a lógica predatória do progresso ilimitado e a visão antropocêntrica que nos levou a considerar a natureza e outros seres como meros recursos a serem explorados.
O autor denuncia a "praga" que nos tornamos, uma espécie que devasta tudo ao seu redor em nome de um desenvolvimento insustentável. Ele nos confronta com a ideia de que a própria definição de "humanidade" é excludente, relegando povos originários, comunidades tradicionais e até mesmo outras formas de vida à margem do que é considerado útil ou valioso.
Krenak propõe uma ruptura com essa narrativa dominante, instigando-nos a repensar nossos valores e a buscar novas formas de coexistência. É um chamado poderoso para adiar o fim do mundo, para sonhar coletivamente e para reconhecer que a vida, em sua essência, transcende qualquer utilidade imposta pelo sistema capitalista. Uma obra essencial para quem busca compreender os desafios do nosso tempo e vislumbrar futuros possíveis.
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