
Uma história fascinante e profundamente humana que expõe as complexas interseções entre ciência, ética e justiça social. - The New York Times
A Vida Imortal de Henrietta Lacks narra a extraordinária e perturbadora história de Henrietta Lacks, uma mulher negra e pobre, descendente de escravos, cujas células cancerígenas, retiradas sem seu consentimento em 1951, revolucionaram a medicina. Conhecidas como células HeLa, elas se tornaram as primeiras células humanas "imortais" cultivadas em laboratório, multiplicando-se indefinidamente e impulsionando avanços cruciais na pesquisa médica, desde a vacina contra a poliomielite até tratamentos para câncer, AIDS e Parkinson.
A autora Rebecca Skloot mergulha na vida de Henrietta, desde sua infância em uma fazenda de tabaco na Virgínia até sua morte precoce, e explora o impacto profundo e muitas vezes doloroso que suas células tiveram em sua família. Enquanto a comunidade científica se beneficiava imensamente das células HeLa, a família Lacks vivia na pobreza, sem conhecimento do legado de Henrietta e sem qualquer benefício financeiro ou médico.
Este livro é uma investigação meticulosa que entrelaça ciência, ética, raça e classe social. Skloot passa anos pesquisando e construindo um relacionamento de confiança com a família Lacks, revelando as complexas questões morais e legais em torno da privacidade médica, do consentimento informado e da exploração de corpos humanos em nome do progresso científico. Uma leitura essencial que desafia o leitor a refletir sobre os limites da ciência e a dignidade humana.
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