Considerado o pai da ficção científica japonesa, Juza Unno nos presenteia com uma coletânea que desafia o tempo e a mente.
Juza Unno, a figura seminal conhecida como o pai da ficção científica japonesa, influenciou gerações de artistas, incluindo o lendário criador de mangás Osamu Tezuka. Esta coletânea reúne algumas de suas obras mais impactantes, mergulhando o leitor em um universo de especulações científicas e críticas sociais que ressoam até hoje.
Entre as narrativas, destaca-se "O banho de música das 18 horas", uma novela publicada em 1937 que se alinha aos grandes clássicos distópicos do século XX, como "Nós" e "Admirável Mundo Novo". Nela, Unno explora as angústias e dilemas morais do papel da ciência em uma sociedade sob a sombra do fascismo, revelando um intelecto profundamente preocupado com os rumos da humanidade.
Com uma formação em engenharia elétrica, Unno habilmente mesclava o rigor científico com a imaginação literária, criando histórias que, embora muitas vezes disfarçadas de contos de detetive no início de sua carreira, sempre carregavam um cerne de ficção científica e reflexão filosófica. "A última transmissão" e outras histórias presentes nesta obra são um testemunho de sua visão pioneira, convidando à meditação sobre o futuro, a tecnologia e a essência da condição humana.
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