
Uma parábola elegante sobre os males de amor. - Ana B. Pinho
“A Última Dona” é a obra mais intimista de Lídia Jorge, um romance que mergulha na complexidade das relações humanas e na busca por autoconhecimento. A trama se desenrola em um cenário recluso, a Casa do Leborão, onde a jovem Anita Starlet e o Engenheiro Geraldes, um homem de meia-idade, se encontram para viver cinco dias de uma paixão intensa e clandestina. Este encontro fortuito se transforma em uma profunda viagem ao âmago de suas vidas, explorando os limites da paixão e do conhecimento mútuo.
Publicado em 1992, o livro provocou debates e dividiu a crítica pela sua abordagem ousada e pela perspectiva feminista, que retrata a figura feminina com um irônico ressentimento. Lídia Jorge constrói uma parábola envolvente sobre os males do amor e a dramaticidade dos gestos que se cruzam com a perplexidade dos limites da existência.
É uma história perturbadora de clandestinidade, onde a serenidade aparente esconde uma aventura única, revelando a interioridade de um homem tranquilo que, tocado pelo rumor da paixão, se entrega a uma experiência transformadora. Um romance que desafia o leitor a refletir sobre as profundezas da alma humana e as escolhas que moldam nossos destinos.
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