
por Diogo Bercito
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Gabriel retorna à sua cidade natal após a morte dos pais, enfrentando o luto que sempre temeu. Em São Jorge do Pomar, encontra uma casa agora em ruínas, habitada por aranhas e outras criaturas que simbolizam o abandono e a passagem do tempo. É nesse cenário de desolação que ele conhece um misterioso andarilho, também marcado por perdas recentes, que busca diferentes espécimes de aranhas como forma de lidar com sua própria dor. A partir desse encontro, os dois homens descobrem uma delicada cumplicidade, onde o amor surge como um fio de esperança entre as teias da solidão e da saudade. Com uma prosa direta e sensível, Diogo Bercito constrói um romance sobre as formas sutis de sobrevivência e as conexões que nascem mesmo nos lugares mais despedaçados.
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