
Um retrato vívido e emocionante da alma do Fado e da Lisboa do século XIX. – Diário de Notícias
“A Severa: A História da Primeira Fadista”, de Júlio Dantas, transporta o leitor para a Lisboa boêmia do século XIX, desvendando a vida de Maria Severa Onofriana, a lendária figura que moldou o Fado como o conhecemos hoje. Nascida de raízes ciganas e com a vida marcada pela prostituição, Severa não apenas cantou o Fado, mas o transformou de um mero cantar de rua em uma expressão artística profunda e apaixonante.
A obra explora a fascinante dualidade da Lisboa da época, onde a alta sociedade e os ambientes marginais das tabernas e vielas se entrelaçavam. Severa, com sua voz singular e presença magnética, tornou-se a ponte entre esses mundos, atraindo fidalgos curiosos que buscavam nos becos da Mouraria e do Bairro Alto uma fuga das convenções sociais.
Júlio Dantas narra com maestria como a “cantadeira” desafiou as normas, definindo a imagem icônica da fadista com seu xaile e suas composições originais. Sua história é um retrato vívido de uma mulher que, através da arte, conquistou um lugar imortal na cultura portuguesa, deixando um legado que ressoa até hoje. Uma leitura essencial para compreender a alma do Fado e a complexidade social de uma era.
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