
Um manifesto poético de rara intensidade e audácia, que ecoa a vanguarda do seu tempo. – Crítica Literária Portuguesa
“A Scena do Odio” é uma obra-prima do modernismo português, um grito visceral e desafiador de José de Almada Negreiros. Publicada em 1915, esta coleção de excertos de um “poema desbaratado” mergulha o leitor em um turbilhão de emoções e imagens impactantes. Almada Negreiros, autoproclamado "Poeta Sensacionista e Narciso do Egipto", constrói uma linguagem audaciosa e transgressora, onde o eu poético se manifesta em toda a sua fúria e grandiosidade.
A obra é um manifesto de individualidade e rebeldia, explorando temas como a identidade, a existência e a revolução, em um contexto de efervescência social e artística. Com referências que vão de Moisés a Zarathustra, de Medusa a Nero, o poeta tece uma tapeçaria de alusões culturais e históricas, projetando uma visão niilista e ao mesmo tempo vitalista da condição humana. É uma experiência literária intensa, que desafia convenções e celebra a liberdade expressiva, capturando a essência de um período de profundas transformações.
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