
Uma análise crua e comovente da condição feminina em tempos de adversidade, que ressoa com uma verdade atemporal. - The Times Literary Supplement
Em "A Romana", Alberto Moravia nos apresenta Adriana, uma jovem de beleza estonteante que, em meio à Roma fascista, busca desesperadamente um caminho para a felicidade e a sobrevivência. Seduzida e abandonada, ela se vê arrastada para o submundo da prostituição, onde sua inocência inicial é gradualmente corroída pela dura realidade.
A narrativa, contada pela própria Adriana, é um mergulho profundo em sua psique e nas complexas relações que estabelece. Entre seus amantes, destacam-se Mino, o estudante idealista e revolucionário; Astarita, um funcionário do governo fascista, símbolo da opressão e do poder; e Sonzogno, um criminoso que representa a face mais sombria da sociedade. Cada um deles molda Adriana de uma forma única, revelando as contradições e os desafios de sua jornada.
Moravia utiliza a trajetória de Adriana para tecer uma crítica social incisiva sobre a moralidade, a hipocrisia e as estruturas de poder da Itália de sua época. O sexo, longe de ser meramente carnal, adquire um valor simbólico, tornando-se uma ferramenta de sobrevivência, um espelho das convenções sociais e um catalisador para a busca de identidade e liberdade em um mundo que parece determinado a aprisioná-la. Uma obra atemporal sobre a resiliência humana e a complexidade da alma feminina.
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