
Uma imersão vertiginosa na psicologia do ciúme e da memória, que solidifica a obra de Proust como um pilar da literatura moderna. - Le Monde
Em "A Prisioneira", o quinto volume da monumental obra "Em Busca do Tempo Perdido", Marcel Proust nos imerge no turbilhão psicológico do Narrador, que mantém Albertine, a mulher por quem nutre um amor obsessivo e ciumento, como que "seqüestrada" em sua casa. Este volume inaugura o "ciclo de Albertine", onde a personagem ganha um relevo extraordinário, tornando-se o epicentro das análises e tormentos internos do protagonista.
A narrativa, desprovida de capítulos tradicionais, mas estruturada em jornadas, explora as complexidades da paixão, do ciúme e da posse, revelando as profundezas da psique humana. Proust, através dos monólogos do Narrador, também tece reflexões profundas sobre a arte, a literatura e a música, expondo seu método crítico e preparando o terreno para as conclusões filosóficas da série.
Contudo, "A Prisioneira" é igualmente marcada pela sombra da morte, com o falecimento de figuras importantes como Bergotte e Charles Swann. O Narrador confronta a efemeridade da vida e a inevitabilidade da perda, adicionando uma camada de melancolia e reflexão existencial a esta obra-prima da literatura moderna. É um mergulho intenso na memória, na arte e na natureza do desejo humano.
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