
Uma meditação profunda sobre a solidão e o medo da perda, que ressoa com a alma. – Jornal O Globo
“A Primeira Mulher” mergulha na mente de um homem de 40 anos, assombrado por um profundo e paralisante medo da perda. Desde a adolescência, a ideia de ter um filho o aterroriza, antecipando uma dor insuportável. Essa premonição se manifesta em sua vida através de perdas constantes, não apenas de todas as mulheres com quem se relacionou, mas até de objetos triviais como relógios e guarda-chuvas. Sozinho e sem relógios no dia de seu aniversário, ele se entrega a uma introspecção melancólica, revirando gavetas e memórias, na esperança de um reencontro que possa preencher o vazio existencial que o consome.
O romance de Miguel Sanches Neto explora a complexidade da solidão e a busca incessante por conexão humana. Através de uma narrativa íntima e reflexiva, o autor convida o leitor a acompanhar a jornada psicológica de um protagonista que se confronta com seus medos mais íntimos e a inevitabilidade da finitude. A obra é um convite à meditação sobre o amor, a perda e o significado da existência em um mundo onde a companhia é tanto um desejo quanto uma fonte de angústia, ecoando a antiga verdade de que "não é bom que o homem esteja só".
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