
por Yoko Ogawa
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Uma distopia assombrosa e comovente que ecoa muito depois da última página. - The Japan Times
Em uma ilha isolada, as coisas desaparecem. Não apenas objetos físicos, mas também conceitos, memórias e até mesmo partes do corpo. A cada desaparecimento, a temida "Polícia da Memória" garante que ninguém se lembre do que foi perdido, e aqueles que resistem a essa amnésia coletiva são sumariamente levados.
A jovem protagonista, uma escritora de romances, vive sob essa opressão silenciosa, tentando preservar o que resta de sua própria memória e a de seu editor, que parece ser imune aos apagamentos. Enquanto o mundo ao seu redor se esvai em um vazio cada vez maior, a escritora se dedica a registrar as lembranças em seu trabalho, numa tentativa desesperada de desafiar a amnésia coletiva imposta. Ela esconde seu editor em um compartimento secreto sob o assoalho de sua casa, na esperança de que, ao protegê-lo, possa também salvaguardar a própria essência da humanidade e a história de sua ilha.
"A Polícia da Memória" é uma parábola distópica e profundamente comovente sobre a fragilidade da memória, o poder da opressão e a resiliência do espírito humano diante da perda inevitável. Yoko Ogawa tece uma narrativa delicada e perturbadora que explora o que acontece quando a identidade de um povo é sistematicamente apagada, e o que resta quando tudo o que se conhece se desfaz no ar. Uma reflexão poética e assustadora sobre a importância de lembrar para existir.
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