
Uma exploração visceral da rivalidade feminina e da natureza elusiva da verdade. Atwood em sua forma mais afiada. - The New York Times
“A Noiva Ladra” de Margaret Atwood mergulha nas complexas e sombrias profundezas da amizade feminina e da traição. A enigmática Zenia, uma mulher de passado misterioso e identidades fluidas, surge e desaparece da vida de Tony, Charis e Roz, deixando um rastro de corações partidos e relacionamentos desfeitos. Para cada uma delas, Zenia foi a "outra mulher", a catalisadora de suas maiores inseguranças e a personificação de seus medos mais íntimos.
Cinco anos após sua suposta morte em uma explosão, que as três amigas haviam transformado em um ritual de libertação em seus almoços semanais, Zenia ressurge, tão deslumbrante e manipuladora quanto antes. Seu retorno inesperado força Tony, Charis e Roz a confrontar não apenas o fantasma de seu passado compartilhado, mas também as verdades desconfortáveis sobre si mesmas e a natureza de seus próprios desejos e vulnerabilidades.
Atwood tece uma narrativa intrincada, alternando entre o presente tenso do reencontro e as memórias fragmentadas e contraditórias que cada mulher guarda de Zenia. A autora explora temas de identidade, memória, rivalidade feminina e o poder destrutivo e transformador das relações humanas. Uma obra-prima de suspense psicológico que questiona a verdade e a percepção, mantendo o leitor cativado até a última página.
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