
por Jean-Paul Sartre
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Uma obra-prima da literatura existencialista, que nos força a confrontar a vertigem da liberdade e o absurdo da existência. – Le Monde
“A Náusea” é a obra-prima de Jean-Paul Sartre que mergulha o leitor na mente de Antoine Roquentin, um historiador que, ao pesquisar a vida de um aristocrata do século XVIII, é assaltado por uma sensação avassaladora de estranheza e repulsa diante da existência. Através de seu diário, Roquentin documenta a progressiva desintegração de sua percepção da realidade, onde objetos e pessoas perdem seu significado habitual, revelando a contingência e o absurdo de tudo.
Essa "náusea" existencial é a epifania da liberdade radical do ser humano, desprovido de essência pré-determinada. Roquentin confronta a angústia de uma existência sem propósito inerente, onde a liberdade de escolha é tanto uma bênção quanto um fardo. A narrativa é uma exploração profunda da consciência, da solidão e da busca por sentido em um universo indiferente.
Sartre, um dos pilares do existencialismo, utiliza a jornada de Roquentin para questionar a natureza da realidade, a identidade pessoal e a relação do indivíduo com o mundo. É um convite à introspecção, desafiando o leitor a confrontar suas próprias certezas e a reconhecer a responsabilidade inerente à sua própria existência. Uma leitura essencial para quem busca compreender as profundezas da condição humana.
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