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Uma obra-prima da literatura infantil que, com a profundidade e a sensibilidade de Clarice Lispector, encanta e provoca reflexão em todas as idades. - Folha de S.Paulo
Em "A Mulher que Matou os Peixes", Clarice Lispector, com sua prosa singular e profundamente humana, convida o leitor a uma jornada de auto-reflexão e empatia. A narrativa começa com uma confissão surpreendente: a própria autora é a mulher que, acidentalmente, causou a morte de dois peixinhos vermelhos. Tomada por um sentimento de culpa e a necessidade de justificar-se, ela promete desvendar o mistério de como tal tragédia pôde acontecer, mas só no final do livro.
Antes de revelar o fatídico evento, Clarice nos guia por uma série de memórias e histórias encantadoras sobre os diversos animais que fizeram parte de sua vida. Gatos, cachorros, galinhas e até macacos ganham vida em suas páginas, servindo como testemunhas de seu amor incondicional pelos seres vivos. Essas digressões, repletas de observações perspicazes e ternura, buscam provar ao leitor que a morte dos peixes foi, de fato, um acidente lamentável, e não um ato de maldade.
Mais do que uma simples história infantil, a obra é um mergulho na complexidade dos sentimentos humanos – culpa, inocência, perdão e a busca por compreensão. Clarice Lispector, com sua voz inconfundível, transforma um incidente trivial em uma meditação poética sobre a vida, a morte e a nossa relação com o mundo animal, convidando crianças e adultos a refletirem sobre a responsabilidade e a compaixão. Uma leitura que cativa pela honestidade e pela beleza da linguagem.
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