
Uma análise contundente e necessária sobre a devastação ambiental e social no Brasil. - Revista Brasileira de Estudos Ambientais
“A Morte Social dos Rios” é uma obra instigante e profundamente reflexiva de Mauro Leonel que mergulha nas complexas interações entre a sociedade brasileira e seus ecossistemas fluviais. O autor explora como o avanço predatório das fronteiras econômicas, desde os tempos coloniais, tem deixado marcas indeléveis não apenas na natureza, mas também nas populações que dela dependem.
Com uma análise perspicaz, Leonel desvenda a história da exploração e degradação ambiental no Brasil, evocando figuras como Euclides da Cunha e Carlos Drummond de Andrade para contextualizar a “cegueira do coração” que impulsiona a destruição. O livro examina a forma como a ganância e a busca por recursos, como o ouro, moldaram paisagens e vidas, resultando em uma “morte social” dos rios – uma metáfora potente para a perda de sua vitalidade ecológica e cultural.
Esta obra é um convite à reflexão sobre as consequências históricas e contemporâneas da intervenção humana nos rios brasileiros. É um alerta sobre a necessidade urgente de reavaliar nossa relação com o meio ambiente e as comunidades afetadas, buscando um caminho para a sustentabilidade e o respeito à vida.
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