
Uma meditação profunda e implacável sobre a vida, a morte e o vazio da existência burguesa. – The New York Times
“A Morte de Ivan Ilitch” é uma das obras mais impactantes de Liev Tolstói, marcando seu retorno triunfal à literatura após um período de intensa dedicação à espiritualidade. Publicada em 1886, esta novela profunda mergulha na vida e na morte de Ivan Ilitch Golovin, um juiz de alto escalão em São Petersburgo, cuja existência, aparentemente bem-sucedida e convencional, é subitamente abalada por uma doença misteriosa e incurável.
A narrativa se inicia com a notícia da morte de Ivan e a reação fria e calculista de seus colegas, que se preocupam mais com as promoções e transferências que a vaga deixada por ele pode gerar do que com a perda de um amigo. A partir daí, Tolstói nos transporta para a retrospectiva da vida de Ivan, revelando a superficialidade de suas ambições, a falsidade de seus relacionamentos e o vazio de uma existência pautada por convenções sociais e materialismo.
Conforme a doença avança, Ivan Ilitch é forçado a confrontar a inevitabilidade da morte e a questionar o verdadeiro sentido de sua vida. Em meio à dor física e ao isolamento emocional, ele empreende uma jornada introspectiva angustiante, desnudando as ilusões de sua existência e buscando uma verdade que sempre evitou. Tolstói, com sua maestria narrativa, oferece uma meditação atemporal sobre a finitude humana, a busca por autenticidade e a crítica mordaz às hipocrisias da sociedade burguesa. Uma obra essencial que ressoa com questões existenciais universais.
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