
Uma crítica demolidora e atemporal ao determinismo histórico, essencial para a compreensão da filosofia política moderna. - The Times Literary Supplement
“A Miséria do Historicismo” é a obra seminal na qual Karl Popper, um dos mais influentes filósofos da ciência do século XX, lança um ataque contundente e rigoroso contra a doutrina do historicismo. Publicado em 1957, este livro é uma extensão de suas ideias apresentadas em “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”, e se posiciona como uma resposta direta e crítica ao materialismo dialético e a outras filosofias que defendem a previsibilidade do curso da história.
Popper argumenta que a crença na existência de leis históricas que permitem prever o futuro da sociedade é uma falácia perigosa. Ele desmascara o historicismo como uma metodologia pseudocientífica que, ao invés de buscar o conhecimento empírico e a falseabilidade, se apoia em profecias e determinismos. O autor explora as raízes intelectuais dessa doutrina, desde Platão até Marx, e demonstra como ela pode levar a regimes totalitários e à supressão da liberdade individual.
Com uma clareza argumentativa notável, Popper defende a “engenharia social fragmentada” como uma alternativa pragmática e democrática às utopias historicistas. Ele propõe uma abordagem que foca na resolução de problemas sociais específicos, permitindo a experimentação e a correção de erros, em contraste com as grandes transformações sociais baseadas em planos totalizantes. Uma leitura essencial para compreender os fundamentos da filosofia política e da metodologia científica.
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