
Uma meditação terna e poderosa sobre o amor filial e a dignidade da velhice. - Jornal de Letras
“A minha mãe é a minha filha” é uma obra tocante e profundamente humana de Valter Hugo Mãe que explora a complexidade e a beleza do amor filial em sua forma mais pura e invertida. Narrado por um filho que assume o papel de cuidador de sua mãe idosa, o livro mergulha nas nuances de uma relação onde os papéis se invertem, e a mãe, agora frágil e dependente, torna-se a “filha” a ser protegida e amada.
Com uma prosa poética e sensível, o autor tece um retrato íntimo da velhice, da vulnerabilidade e da dedicação incondicional. Através de gestos cotidianos – a escolha de um lenço, a preocupação com a alimentação, a defesa contra as convenções sociais que “enlutam os mais velhos” – o narrador revela a profundidade de seu afeto e a dignidade que busca preservar em sua mãe.
Este livro é um convite à reflexão sobre o envelhecimento, a memória, a passagem do tempo e o elo indissolúvel que une pais e filhos. É uma celebração da vida em suas fases mais delicadas e um testemunho da capacidade humana de amar e cuidar, mesmo diante dos desafios impostos pela idade. Uma leitura que emociona e inspira, ressaltando a importância de honrar e proteger aqueles que nos deram a vida.
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