
Uma fábula moderna que encanta pela originalidade e profundidade, com a marca inconfundível de Adriana Falcão. - O Estado de S. Paulo
Em "A Máquina", Adriana Falcão nos transporta para um universo onde o tempo e a distância adquirem significados singulares. A narrativa se inicia com a peculiar origem de Antônio, um lugar tão remoto que a lonjura se mede não apenas no espaço, mas principalmente no tempo, um passado que se estende por bilhões de anos até a própria criação do mundo.
Com uma linguagem poética e um toque de humor, a autora reimagina a gênese do universo, onde um Deus "meio enjoado" decide criar tudo do nada, do céu ao inferno, da terra aos seres que a habitam. Essa perspectiva lúdica e filosófica serve de pano de fundo para a jornada de Antônio, que carrega consigo fragmentos de histórias e a percepção de um tempo que flui de maneira inconstante e surpreendente.
A obra convida o leitor a refletir sobre a natureza da existência, a passagem do tempo e a construção da realidade, tudo isso embalado por uma prosa envolvente que mistura o regionalismo brasileiro com a universalidade das grandes questões humanas. É um convite a desvendar os mistérios de um mundo onde o passado, o presente e o futuro se entrelaçam de formas inesperadas.
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