
Mais do que uma sequência, uma fascinante farsa literária que revela os bastidores da ambição editorial do século XIX.
A Mão do Finado é um intrigante capítulo na história da literatura portuguesa, mais conhecido pela sua origem controversa do que pelo seu enredo. Falsamente atribuído ao icônico Alexandre Dumas, este romance é, na verdade, uma continuação de "O Conde de Monte Cristo", concebida por um engenhoso editor português, Luís Correia da Cunha, e escrita por Alfredo Possolo Hogon, um funcionário dos Correios com paixão pela escrita.
Publicado em Lisboa em 1854, o livro foi um sucesso imediato, impulsionado pela fama de Dumas e pela promessa de uma nova aventura de Edmond Dantès. A estratégia publicitária astuta garantiu que a obra figurasse em catálogos internacionais, enganando leitores em Portugal, Brasil e até na França.
Esta edição não apenas resgata a narrativa que se propôs a seguir os passos do lendário Conde, mas também revela a fascinante história por trás de sua criação, expondo uma das maiores farsas literárias em língua portuguesa. É uma leitura essencial para os admiradores de Dumas e para aqueles que se encantam com os bastidores do mundo editorial do século XIX.
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